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...sem título... ...assim...
Em queda livre Arremessada aos céus Num suspiro profundo Numa esperança qualquer De ser mais do que isso.
Escrito por tataestrella às 22h03 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
Ah, queria sim o entendimento Se não do mundo, de mim mesma Superar o vão que me divide Integrar a incoerência que me rege Sustentar os passos, num compasso Mais rítmico, mais vivo. Haveria de querer mais, insatisfeita Mesmo sabendo que o mínimo Entendimento me bastaria. Permear o limite da ignorância de si, Seria suficiente para que eu fosse mais Íntima de quem habita meu interior. Infortúnio do tempo a finitude, Dar-nos a vida junto à eternidade E dias apenas, deles centenas, porém Escassez de tempo para achar-se No fim seremos os mesmos Perdidos de si há milênios Numa ânsia infinda de conhecer-nos.
Escrito por tataestrella às 20h26 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
Cante em notas e acordes a dor Que há de ser lúdico seu cantar Embale com sonoridade a menina Que escreve sem saber chorar Deixe que a ouçam Traduzida em som Em outra voz, outro tom Há de ser um meio de dizer O que seus remendos não mostram O que seus vãos camuflam O que seus olhos não gostam Cante os versos a pouco sussurrados Dê corpo e forma ao que não foi moldado Quem sabe ela mesma não possa se ouvir Reaprender que na dor ainda pode sorrir E que sua vida pode ser lida E entendida, com sutileza, Que ainda sim, há quem veja beleza.
Escrito por tataestrella às 12h44 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
Cuida de mim (o teatro mágico) "Pra falar verdade, às vezes minto Cuida de mim enquanto não esqueço de você Basta as penas que eu mesmo sinto de mim Escrito por tataestrella às 23h54 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] ??????????????
A que custo meus passos se vão? Com que cor, com que dor alcançam o chão? Qual o elo sincero que ainda mantém A força da vida que por fim me convém?
Em que espaço de tempo hei de caber? Qual abraço, que laço vai me socorrer? Com que meio hei de seguir? Se andando não sei por que ir.
Qual desfecho do medo que tenho? Quem irá revelar por que vou, por que venho? Onde finda essa vinda de agora? Falta pouco ou ainda demora?
Quem escuta não grita resposta Deixa a míngua minha alma exposta. Vou então escorrendo de mim Numa busca sem sentido nem fim.
Escrito por tataestrella às 02h37 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
Sinto falta de escrever, mas cada tentativa é bloqueada por uma súbita evasão de pensamentos ao simples esboço de um parágrafo. Faz um tempo que não sei o que é organizar idéias, ao menos não quando refletem o alvoroço interno. Ocupo a cabeça com “obrigações” mais edificantes, e deixo de lado o que acho mais fácil julgar secundário no momento. Seria válido se fosse suficiente fazer isso. Mas uma hora a gente não consegue mais, o limite é alcançado e você transborda em atitudes que, aos outros, parecem desproporcionais aos fatores desencadeantes. Vem à tona tudo de uma vez e adeus controle, paciência, lucidez. E então, vc faz o que depois? Chora, lamenta, respira e volta ao antigo movimento. Que tédio! Escrito por tataestrella às 23h33 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
Não Basta Não basta abrir a janela Alberto Caeiro (Fernando Pessoa) Escrito por tataestrella às 02h12 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] ...deito...
Deito no pouco que me cabe No nó cego que me mantém Na linha tênue que me define...
Deito e nem sei mais onde começo Se continuo, se finalizo Silencio e verbalizo para Novamente respirar.
Deito para o corpo descansar Mas a alma a perecer Consome a vida que se esvai
Deito para cessar as horas Consumir o tempo que não quero
Deito e espero (meu mundo cair).
Escrito por tataestrella às 21h27 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
"Abro o jogo! Escrito por tataestrella às 13h52 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
Tão pequena. Olhei para fora e vi em dimensões triplicadas o mundo que me cerceia. Olhei para dentro e me perdi em dores, medos e direções. Deveria ser um novo começo, ou o fim de algo que eu mesma não queria que perdurasse pra sempre. Um passo largo num caminho longo. Difícil é atentar para o lado positivo quando a dor que se sente parece não permitir que exista alívio. Complicado discernir o que vai se ajeitar com o tempo, do que depende mais de nós mesmos do que dos dias que se vão. A fragilidade não te faz imune de nada, só anuncia pra quem assiste o quanto será mais dura a queda. E um prenúncio não prepara ninguém para uma queda livre. Depois resta retirar a poeira, levantar ao seu tempo e olhar quais são as opções de caminhos. Nem sempre o mais simples. Mas o seu. Longo, tortuoso, árduo, ou simples, curto, retilínio... são detalhes. O importante é que a busca seja a mesma, a SUA felicidade, porque esta, ninguém além de você, vai encontrar. Escrito por tataestrella às 20h59 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
Transcorre e logo ocorre um poema Palavras perdidas novamente são postas, Coerentes ou opostas, Mais uma vez em cena. E o acaso explica a origem do verso Sem assunto algum, sem pauta Eu assumo a inspiração que me falta Como causa e efeito do que nasce. Antes fosse visceral o que despejo Intenso, fugaz, o que almejo Um poema a mais não haveria de ser. Entretanto, tenho aqui o tamanho exato Sem cor, amor, valor ou tato Uma menção qualquer a arte De não ter foco ou norte, Um poema a própria sorte À mercê de quem compõem Fadado ao que dispõem. Escrito por tataestrella às 19h12 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas ... Escrito por tataestrella às 15h23 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
TPM Triste, Preguiçosa e Mal-humorada... humpft
Escrito por tataestrella às 23h57 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] ...suspiro...
Quando não sei dizer ainda sim sei que sinto, e mesmo muda e estática reconheço que toco quem me enxerga. Há sempre mais do que os olhos podem ver, além até dos sentidos conhecidos. Quando não vejo, não provo, não cheiro, não toco, não ouço, também não duvido que possa existir. Meus sentidos só reafirmam, só permitem uma troca maior, uma intimidade qualquer com tudo. Transcender é aguçar a sensibilidade da alma, proscrever limites, permitir-se. Escrito por tataestrella às 23h36 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
Às vezes é preciso dizer mais, ir um pouco além do comum, do essencial. Não num tom qualquer, não com a calma exaltada, mas manso, feito quem sussurra algo doce. Mesmo que o dito tenha a aspereza de um grito, ou a importância duvidosa de uma crítica. Dizer o que a boca balbucia em silencio há dias, o que aperta o peito, obstrui a garganta ou somente o que desejas expurgar. Deixar o outro sorver um pouco de nós, concordando ou não, amando ou desprezando o que lhe é oferecido, é um favor que fazemos. Acho que é a partir disso que nasce uma relação, seja ela qual for... ps: a teoria precede a prática?! Escrito por tataestrella às 21h52 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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