BRASIL, Sudeste, Mulher, de 20 a 25 anos, Música, Cinema e vídeo
MSN -

 

   

    UOL - O melhor conteúdo
  BOL - E-mail grátis


 

 
 

   

   


 
 
...sem título...



...assim...

Em queda livre

Arremessada aos céus

Num suspiro profundo

Numa esperança qualquer

De ser mais do que isso.

 



Escrito por tataestrella às 22h03
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Ah, queria sim o entendimento

Se não do mundo, de mim mesma

Superar o vão que me divide

Integrar a incoerência que me rege

Sustentar os passos, num compasso

Mais rítmico, mais vivo.

Haveria de querer mais, insatisfeita

Mesmo sabendo que o mínimo

Entendimento me bastaria.

Permear o limite da ignorância de si,

Seria suficiente para que eu fosse mais

Íntima de quem habita meu interior.

Infortúnio do tempo a finitude,

Dar-nos a vida junto à eternidade

E dias apenas, deles centenas, porém

Escassez de tempo para achar-se

No fim seremos os mesmos

Perdidos de si há milênios

Numa ânsia infinda de conhecer-nos.

 



Escrito por tataestrella às 20h26
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Cante em notas e acordes a dor

Que há de ser lúdico seu cantar

Embale com sonoridade a menina

Que escreve sem saber chorar

Deixe que a ouçam

Traduzida em som

Em outra voz, outro tom

Há de ser um meio de dizer

O que seus remendos não mostram

O que seus vãos camuflam

O que seus olhos não gostam

Cante os versos a pouco sussurrados

Dê corpo e forma ao que não foi moldado

Quem sabe ela mesma não possa se ouvir

Reaprender que na dor ainda pode sorrir

E que sua vida pode ser lida

E entendida, com sutileza,

Que ainda sim, há quem veja beleza.

 



Escrito por tataestrella às 12h44
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Cuida de mim (o teatro mágico)

"Pra falar verdade, às vezes minto
Tentando ser metade do inteiro que eu sinto
Pra dizer as vezes que às vezes não digo
Sou capaz de fazer da minha briga meu abrigo
Tanto faz não satisfaz o que preciso
Além do mais, quem busca nunca é indeciso
Eu busquei quem sou;
Você, pra mim, mostrou
Que eu não sou sozinho nesse mundo.

Cuida de mim enquanto não esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria ser.
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo, enquanto finjo, enquanto fujo.

Basta as penas que eu mesmo sinto de mim
Junto todas, crio asas, viro querubim
Sou da cor, do tom, sabor e som que quiser ouvir
Sou calor, clarão e escuridão que te faz dormir
Quero mais, quero a paz que me prometeu
Volto atrás, se voltar atrás assim como eu."



Escrito por tataestrella às 23h54
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




??????????????

A que custo meus passos se vão?

Com que cor, com que dor alcançam o chão?

Qual o elo sincero que ainda mantém

A força da vida que por fim me convém?

 

Em que espaço de tempo hei de caber?

Qual abraço, que laço vai me socorrer?

Com que meio hei de seguir?

Se andando não sei por que ir.

 

Qual desfecho do medo que tenho?

Quem irá revelar por que vou, por que venho?

Onde finda essa vinda de agora?

Falta pouco ou ainda demora?

 

Quem escuta não grita resposta

Deixa a míngua minha alma exposta.

Vou então escorrendo de mim

Numa busca sem sentido nem fim.

 

 

 



Escrito por tataestrella às 02h37
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




   Sinto falta de escrever, mas cada tentativa é bloqueada por uma súbita evasão de pensamentos ao simples esboço de um parágrafo. Faz um tempo que não sei o que é organizar idéias, ao menos não quando refletem o alvoroço interno. Ocupo a cabeça com “obrigações” mais edificantes, e deixo de lado o que acho mais fácil julgar secundário no momento. Seria válido se fosse suficiente fazer isso. Mas uma hora a gente não consegue mais, o limite é alcançado e você transborda em atitudes que, aos outros, parecem desproporcionais aos fatores desencadeantes. Vem à tona tudo de uma vez e adeus controle, paciência, lucidez. E então, vc faz o que depois? Chora, lamenta, respira e volta ao antigo movimento. Que tédio!



Escrito por tataestrella às 23h33
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Não Basta

Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores: há idéias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.

Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)



Escrito por tataestrella às 02h12
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




...deito...

Deito no pouco que me cabe

No nó cego que me mantém

Na linha tênue que me define...

 

Deito e nem sei mais onde começo

Se continuo, se finalizo

Silencio e verbalizo para

Novamente respirar.

 

Deito para o corpo descansar

Mas a alma a perecer

Consome a vida que se esvai

 

Deito para cessar as horas

Consumir o tempo que não quero

 

Deito e espero (meu mundo cair).

 



Escrito por tataestrella às 21h27
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




"Abro o jogo!
Só não conto os fatos de minha vida:
sou secreta por natureza.
Há verdades que nem a Deus eu
contei. E nem a mim mesma. Sou
um segredo fechado a sete chaves.
Por favor me poupem".

Clarice Lispector



Escrito por tataestrella às 13h52
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Tão pequena. Olhei para fora e vi em dimensões triplicadas o mundo que me cerceia. Olhei para dentro e me perdi em dores, medos e direções. Deveria ser um novo começo, ou o fim de algo que eu mesma não queria que perdurasse pra sempre. Um passo largo num caminho longo. Difícil é atentar para o lado positivo quando a dor que se sente parece não permitir que exista alívio. Complicado discernir o que vai se ajeitar com o tempo, do que depende mais de nós mesmos do que dos dias que se vão. A fragilidade não te faz imune de nada, só anuncia pra quem assiste o quanto será mais dura a queda. E um prenúncio não prepara ninguém para uma queda livre. Depois resta retirar a poeira, levantar ao seu tempo e olhar quais são as opções de caminhos. Nem sempre o mais simples. Mas o seu. Longo, tortuoso, árduo, ou simples, curto, retilínio... são detalhes. O importante é que a busca seja a mesma, a SUA felicidade, porque esta, ninguém além de você, vai encontrar.



Escrito por tataestrella às 20h59
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Transcorre e logo ocorre um poema

Palavras perdidas novamente são postas,

Coerentes ou opostas,

Mais uma vez em cena.

E o acaso explica a origem do verso

Sem assunto algum, sem pauta

Eu assumo a inspiração que me falta

Como causa e efeito do que nasce.

Antes fosse visceral o que despejo

Intenso, fugaz, o que almejo

Um poema a mais não haveria de ser.

Entretanto, tenho aqui o tamanho exato

Sem cor, amor, valor ou tato

Uma menção qualquer a arte

De não ter foco ou norte,

Um poema a própria sorte

À mercê de quem compõem

Fadado ao que dispõem.



Escrito por tataestrella às 19h12
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas ...
Que já têm a forma do nosso corpo ...
E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos
mesmos lugares ...

É o tempo da travessia ...
E se não ousarmos fazê-la ...
Teremos ficado ... para sempre ...
À margem de nós mesmos..."

Fernando Pessoa



Escrito por tataestrella às 15h23
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




TPM

Triste, Preguiçosa e Mal-humorada... humpft

 



Escrito por tataestrella às 23h57
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




...suspiro...

Quando não sei dizer ainda sim sei que sinto, e mesmo muda e estática reconheço que toco quem me enxerga. Há sempre mais do que os olhos podem ver, além até dos sentidos conhecidos. Quando não vejo, não provo, não cheiro, não toco, não ouço, também não duvido que possa existir. Meus sentidos só reafirmam, só permitem uma troca maior, uma intimidade qualquer com tudo. Transcender é aguçar a sensibilidade da alma, proscrever limites, permitir-se.



Escrito por tataestrella às 23h36
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




   Às vezes é preciso dizer mais, ir um pouco além do comum, do essencial. Não num tom qualquer, não com a calma exaltada, mas manso, feito quem sussurra algo doce. Mesmo que o dito tenha a aspereza de um grito, ou a importância duvidosa de uma crítica. Dizer o que a boca balbucia em silencio há dias, o que aperta o peito, obstrui a garganta ou somente o que desejas expurgar. Deixar o outro sorver um pouco de nós, concordando ou não, amando ou desprezando o que lhe é oferecido, é um favor que fazemos. Acho que é a partir disso que nasce uma relação, seja ela qual for...

ps: a teoria precede a prática?!



Escrito por tataestrella às 21h52
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]





[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]